A Ponte Estaiada completa um ano no domingo, dia 10 de maio. Que lindo! Quem vai comemorar? Certamente não os moradores da Favela do Jardim Edite, que já nem lá estão. Ainda não sei a história a fundo, mas o desmonte da favela (nome bonito para a operação, não acham?), levado a cabo recentemente, despertou em mim uma indignação: por que os moradores que lá estavam há tempos não podem também, junto com os de classe média, alta e as corporações, habitar o Brooklin? Não há uma solução que permita isso, com propostas conjuntas em habitação, geração de renda, saúde, sustentabilidade ambiental e cidadania?
Crédito para Paula Almeida, que me ajudou com as fotos. Valeu amiga.
A última da galeria foi encontrada no blog Os Dois Lados da Moeda Sociocultural, um feliz achado do google.








Só para responder ao Marcel Della: aquela aréa não esta sendo desapropriada, aréa onde está a comunidade do Jardim Edith já estava desapropriada a muitos anos. Aquela area foi desapropria a anos para a construção de um rodoanel. Como não foi construido os moradores que lá moram invadirão.
oi Marina.
Como vc mesma expressa, “vc não conhece a fundo o assunto “.
Posso disser que conheco este assunto. Sou uma moradora que mora ao lado da comunidade Jardim Edith.
Aprincipio parece ser injustiça. Mas nós moradores pagadores de impostos sofremos por anos com esta comunidade.
Como bem disse Marcel Della, eles moraram por anos sem pagar um real para morar no Brooklin.
Enquanto nos pagadores de IPTU nos matamos de trabalhar
para poder pagar nossos impostos e contas, muitos moradores desta comunidade viviam melhores que nos; com carros, motos, ar condicionado, aparelhos de última geração. Muitos até tem exelentes casas em outros bairros.
Minha opinião é que todo o cidadão tem direito de um moradia digna e decente, mas que paguem por ela e cumpram seus deveres e obrigações para terem direitos.
A casa onde mora foi paga com muito custo, NÃO INVADIMOS.
Meus parentes moram a qui a 50 anos, agora corremos o risco de sermos DESAPROPRIADOS, para a construção de um conjunto habitacinal para INVASORES que não pagaram um tustão por ela.
Cade os direitos dos cidadãos que pagam impostos????
E mais estas pessoas não estão sendo Jogadas na rua foi dadas a elas outras opções de moradia em outro lugar, mas o lider comunitário deles o SR. Geroncio não quiz aceitar otimas ofertas por exemplo : foi oferecido a eles um otimo terreno onde era a antiga Monark na Marginal Pinheiros proximo ao Shopping Morumbi, mas ele não quiz. Foi oferecido a ele uma proposta que um construtora de grande porta construiria os predios para a comunidade em qualquer outro lugar dentro do perimetro da região menos ali, e seria dado a eles totalmente DEGRAÇA ele tb mão quiz.
O que será que eles querem morar de graça no bairro mais nobre de são?
Que se faça justiça por aqueles que são pagadores de impostos e que se de moradias a todo cidadão de bem aquela que ele possa pagar.
Olá Leila, que bom que você expôs o seu ponto de vista. Acho que qualquer fato sempre está acompanhado de várias visões e é importante ouvir todos os lados! Como falei, realmente ainda não conheço a história a fundo, mas pretendo. Obrigada pelas informações!!
Má,
muito legal o blog, vai em frente….
Não sei se é verdade, mas ouvi no rádio que estão desapropriando a favela para construir um residencial tipo cingapura para os mesmos moradores que lá estavam, e digamos de passagem, sem pagar nada, nem luz…
Se isso for mesmo verdade, é uma solução digna, já que vão pagar pelo seu teto em milhões de parcelas financiadas pelo governo.
Amo saber da tua preocupaçao com as injustiças do mundo. Compartilhamos disso, entre tantas outras coisas. Lindo o blog. bjoooooo
é Má, infelizmente é isso que sempre acontece. tem vários outros exemplos, como a rampa anti-mendigo do Serra na paulista, a “revitalização” do centro que, na real, só enxota os moradores pobres pras periferias…
fora que a ponte estaiada, que custou mais de 230 milhões, só passa carro! ou seja, com todos os problemas de tráfego em sampa e a ponte não comporta transporte público, bike, pedestres, nada!
curti seu blog, Capitán =)
bjos,
Dan
Então Dan, acho que a saída é a gente participar mais! Se todos começassem pelos seus bairros, propondo ideias ou indo contra os absurdos, já poderíamos mudar muita coisa em São Paulo! É a cidadania além do voto!